Alckmin e acordos com empresariado fazem Lula cair nas pesquisas eleitorais

Não deu outra. Segundo pesquisa divulgada ontem pelo Ipespe, Lula caiu de 44 para 34 pontos enquanto Bolsonaro sobe de 26 para 30. Representando uma ameaça real para o petista que liderava com relativa folga nas pesquisas divulgadas anteriormente. 

Ninguém comenta a razão da grande queda. Mas é sabido que as estranhas alianças com o chamado "Centrão", e a oficialização da escolha do neoliberal Geraldo Alckmin como vice na sua chapa, fizeram que Lula perdesse uma grande quantidade de eleitores. E poderá perder mais.

Além de ter se aliado com o neoliberalismo, conseguindo agradar o turrão empresariado, Lula prometeu não avançar muito, dizendo que pobres custam pouco para o orçamento. Ou seja, pobres aceitam qualquer benefício paliativo. 

Lula disse que se limitará a cuidar da fome, deixando o resto na espera. É nítido que Lula ficará com a parte sentimental de seu governo. Enquanto Alckmin será o cérebro, tomando as decisões mais importantes, todas em desacordo com o programa legítimo de uma gestão de esquerda.

Com os acordos, não tem mais volta. Embora Lula tenha até julho para decidir definitivamente, o petista seguirá caindo de popularidade, deixando o caminho livre para Bolsonaro avançar.

Lembrando que boa parte dos brasileiros não é militante político e tem acesso apenas aos meios de comunicação oficiais que ainda tratam Bolsonaro com um certo respeito. Deixando abertas as chances do ex-capitão receber votos desta maioria silenciosa, invisível para as pesquisas, e conseguir se reeleger.

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