Alckmin e acordos com empresariado fazem Lula cair nas pesquisas eleitorais
Ninguém comenta a razão da grande queda. Mas é sabido que as estranhas alianças com o chamado "Centrão", e a oficialização da escolha do neoliberal Geraldo Alckmin como vice na sua chapa, fizeram que Lula perdesse uma grande quantidade de eleitores. E poderá perder mais.
Além de ter se aliado com o neoliberalismo, conseguindo agradar o turrão empresariado, Lula prometeu não avançar muito, dizendo que pobres custam pouco para o orçamento. Ou seja, pobres aceitam qualquer benefício paliativo.
Lula disse que se limitará a cuidar da fome, deixando o resto na espera. É nítido que Lula ficará com a parte sentimental de seu governo. Enquanto Alckmin será o cérebro, tomando as decisões mais importantes, todas em desacordo com o programa legítimo de uma gestão de esquerda.
Com os acordos, não tem mais volta. Embora Lula tenha até julho para decidir definitivamente, o petista seguirá caindo de popularidade, deixando o caminho livre para Bolsonaro avançar.
Lembrando que boa parte dos brasileiros não é militante político e tem acesso apenas aos meios de comunicação oficiais que ainda tratam Bolsonaro com um certo respeito. Deixando abertas as chances do ex-capitão receber votos desta maioria silenciosa, invisível para as pesquisas, e conseguir se reeleger.
