Lula: "pobre custa pouco no orçamento"
Sequestrado pela classe média remediada, que ganha no mínimo R$ 5000,00 por mês e goza de privilégios como ter amigos e parentes vivendo fora do Brasil, o pensamento de esquerda tem abandonado o trabalhismo e substituído pelo identitarismo herdado do neoliberalismo progressista que domina nos Estados Unidos, principalmente pelo Partido democrata.
Desprezando o trabalhismo, reduzindo a uma filantropia precária, essa classe média, que pensa que é trabalhista, resolve reservar para os pobres nada mais que migalhas, através de projetos de filantropia fajutos e humilhantes como o Bolsa Família que ajuda de forma bastante escassa a compensar o pequeno salário recebido pelos trabalhadores.
É sabido que para as elites que governarão com Lula, incluindo o neoliberal Geraldo Alckmin, não interessa aumentar o salário mínimo. Toda vez que se tentou fazer isso, foram feitos golpes violentos contra quem tomou a decisão de melhorar o rendimento da classe trabalhadora. Lula sabe disso e por isso não vai mexer no salário mínimo, apenas recorrendo a paliativos para compensar o pouco ganho.
Bom conhecer bem o pensamento de Lula, um ex-operário que como um bom pelego, se bandeou para o lado de lá, sempre preocupado em não machucar os interesses das grandes elites e da classe média que se demonstra eufórica em votar no petista. Vejam com seus próprios olhos:
"Cuidar dos pobres é barato. Incluir o pobre no orçamento não custa nada. E ainda dá retorno. Enquanto o rico custa caro e ainda dá golpe."
Lula, o pobre não custa pouco. Custa muito. Dar dignidade não é barato. Fazer gambiarra de felicidade, aos modos que a filantropia religiosa já faz, é barato. Se acha que dando qualquer coisa aos pobres vai levar dignidade a eles, saiba que você, Lula, nos traiu e se tornou porta-voz do patronato, das elites.
Já não bastasse os identitários quererem aprisionar os pobres nas precárias e perigosas favelas (chamadas de "comunidades" e tidas como "paraísos" da periferia), vem o Lula falar que pobre custa barato porque merece pouco. Como se pobre aceitasse qualquer coisa. Como se a felicidade do povo pobre pudesse se manifestar sem a dignidade e com a qualidade de vida precária e arriscada.
Sinais bem claros de que Lula virou pelego e a esquerda virou exclusividade da classe média identitária e gananciosa. Para eles, Lula e a classe média que o apoia, pobres são sub-humanos que não merecem mais do que migalhas para serem felizes. Se é que isso significa ser feliz...