Com Marília Mendonça, a esquerda solta seu gado
Em mais um episódio entre tantos em que as esquerdas se deslumbram com o Popularesco, o falecimento da cantora de breganejo Marília Mendonça, em um acidente aéreo, reforçou ainda mais o fascínio de esquerdistas por esta forma rudimentar e precária de cultura. Precária, mas lucrativa.
Lembrando que, assim como em outros casos, neste há também uma embutidura das próteses de ativismo social, conhecimento político e conhecimento artístico, como se Marília, assim como todo popularesco, não estivesse nesta só para ganhar uns bons trocados.
A morte da cantora despertou uma comoção monstruosa. Curioso que a morte dela aconteceu poucos dias depois do falecimento de Nelson Freire, nosso maior pianista, reconhecido mundialmente e de extremíssima qualidade musical, cuja repercussão foi praticamente nula. Prova de nosso viralatismo, quando valorizamos mais a mediocridade do que o brilhantismo.
Importante é seguir a grande mídia, cartório da cultura popular
O Popularesco acaba com o mito de que as esquerdas odeiam a grande mídia. Isso é falso, pois a própria grande mídia funciona como uma espécie de "agência de notícias" para a chamada mídia alternativa - que na verdade não é tão alternativa assim - usando frequentemente material vindo doa maiores e mais conhecidos meios de comunicação.
Até porque brasileiros são submissos à grande mídia, que é uma espécie de cartório cultural - ela que vai dizer quem deve ser valorizado ou não - e legislador das regras sociais. A verdade mora nos maios de comunicação e sem a veiculação pela grande mídia, um fato, por mais real e verdadeiro que fosse, é ignorado ou tratado como falso, por sua falta de repercussão midiática.
Por estar submisso à mídia hegemônica, assuma ou não, as esquerdas vão atrás daquilo que é midiatizado. Estar na mídia, significa estar na boca do povo e para quem acha que "a voz do povo é a voz de Deus", mesmo sabendo que a lei do menor esforço e o instinto humano comprovam que a maioria da humanidade é ignorante e tem preguiça a pensar e medo de verificar. Maioria é gado.
Só para destacar, é engraçado ver as esquerdas chamando entretenimento de cultura e embutindo artificialmente na diversão um ativismo intelectual postiço, como se todos usassem o tempo livre para pensar e se rebelar. Mesmo sendo o entretenimento cada vez mais fútil, mercantil e descompromissado. Mas embutir intelectualismo aumenta a importância daquilo que se deseja defender.
Breganejo para a esquerda chamar de seu
O breganejo, pelo sua imensa popularização, estava causando uma certa mágoa nos esquerdistas. parecia que os esquerdistas detestavam breganejo. Mas não é verdade. Os esquerdistas estavam magoados pela quase totalidade de bolsonaristas que estavam presente no gênero, claramente patrocinado pelo mesmo agronegócio que se assumiu bolsonarista.
Mas com a morte precoce de Marília Mendonça, de pueris 26 aninhos, vei a revelação de que ela era anti-Bolsonaro e feminista - não no sentido intelectual de Simone de Beauvoir, mas no midiático de Beyoncé Knowles - praticante. Os esquerdistas urraram de prazer!
Com a revelação, as esquerdas rapidamente adotaram, mesmo de forma póstuma, Marília Mendonça como a sua representante no breganejo. Claro que não se sabe se ela virou esquerdistas ou não. Mas o fato dela estar morta, dá a liberdade dos fãs esquerdistas de moldarem a personalidade dela para que ela vira uma "lulista", já que do lado dos fascistas ela não estava.
Quem visita agora os sites de esquerda deve notar a histeria de jornalistas, personalidades e seguidores eufóricos em poder curtir a sua "sofrência" - versão "moderna" da dor de corno consagrada por Chitãozinho, Xororó & CIA - sem se preocupar com orientação política.
Mas passada esta onda, rapidamente Marília será esquecida. Imediatamente aparecerá outra patricinha de voz esganiçada a deslumbrara a população, fazendo os esquerdistas deslumbrarem com o lixo cultural despejado an população.
Mas pelo menos o gado de esquerda descobriu que pode ouvir breganejo sem problema algum.