Triunfalismo das esquerdas estimulam inércia e podem fortalecer a direita

As esquerdas nunca aprendem com a experiência. Desde 2016, ela tem se achado muito otimista em situações que mais tarde se mostram fracassadas. Logo quando acha que está ganhando todas, recebe uma coronhada na cabeça e perde. Mas levanta-se e acha que não levará outras coronhadas porque sempre está ganhando. E leva mais e mais coronhadas. 

Mas tonta de tanto apanhar, continua sonhando com inexistente vitória. Isso de forma sucessiva, mesmo que fatos mostrem que as esquerdas estejam perdendo feito. Até porque quem sempre mandou no Brasil foi a banca financeira e o "Deus Mercado", arqui-inimigos tradicionais das esquerdas. Os maiores magnatas instalados no país sempre arrumarão um jeito de fazer as esquerdas perderem.

Mas as esquerdas perdem por ignorância própria. Como não se trata mais das classes trabalhadoras (que migraram para a direita moderada) e sim da indivíduos muito bem vividos da classe média remediada (principalmente professores universitários, classe hegemônica no esquerdismo brasileiro atual), a sintonia com o mundo real é falha e as chances de auto-derrota são imensas, constantes e repetitivas.

Uma das provas deste divórcio com o mundo real é a falta de estratégia das esquerdas que tem feito manifestações bastante inócuas e sem efeito prático. Para piorar, suas manifestações são frequentemente interrompidas com hiatos cada vez maiores que acabam desestimulando a militância, fazendo com que a cada evento, tenha um número cada vez menor de adeptos.

Para se ter uma ideia, as esquerdas estão agendando a próxima grande manifestação para... 15 de novembro! um longínquo 15 de novembro, dando oportunidade para Bolsonaro e seus adeptos, que nunca param de se manifestar, ganharem tempo e possibilitarem algum tipo de golpe.

É um baita erro estratégico vindo de quem deveria ficar constantemente reagindo contra este governo genocida. Ficar de forma subjetiva especulando que os bolsonaristas estão fracassados é mais outro erro que pode custar caro não somente para as esquerdas, mas para a democracia em geral. Se as já fracas esquerdas não se levarem a sério e tomarem medidas realmente sérias e eficazes, vão morrer na praia.

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