Domingão do Lulão: líder petista se reduz a um animador de sua plateia. Não seria melhor Huck se tornar presidente da república?
Isso influiu muito na mudança de atitude das esquerdas brasileiras, que deixaram de ser combativas. Confiantes nas lideranças e nos acordos com as instituições, além da defesa de valores tradicionais considerados positivos, os esquerdistas brasileiros se mostram esperançosos com Lula, mesmo tendo ele desistido do antigo jeito combativo que o consagrou nos tempos de líder sindical.
Com isso, Lula deixou de ser uma importante liderança para seus admiradores, passando a ser visto como um animador de plateia. Claro que seus seguidores ainda o tratam como líder, mas sem fazer as cobranças que os liderados deveriam fazer em relação a ele. Como animador de plateia, Lula segue como um líder inerte, daquele admirado até quando não tem que fazer nada, mesmo sem mexer um de seus nove dedos.
O subjetivismo que predomina nas esquerdas e a ingenuidade de seus integrantes permitem que Lula seja admirado até quando faz o papel de ridículo como nas dancinhas de "funk" com favelados e no episódio da sunga, que faz parte da tentativa risível de transformá-lo em um "galã" para as mulheres esquerdistas. Um papel que sinceramente, em nada combina com ele.
Essa falta de seriedade com que Lula é tratado pelos seus admiradores, além de enfraquecer o movimento de esquerda, acabou influenciando o próprio Lula, que começa a agir como a lebre do conto da Lebre e da Tartaruga. Nele, a lebre, confiante na vitória que parecia certa, relaxa e descansa no meio do caminho. No momento da chegada, ouve à distância gritos de comemoração pensando que era para ela, quando se dá conta de que a tartaruga havia vencido por falta de concorrente. Lula está assim.
Essa redução de Lula a um mero animador de sua plateia fanática e ingênua é interessante, se lembrarmos que por pouco um animador de plateia quase se tornou candidato a presidente: Luciano Huck. Mais curioso ainda é perceber que há grandes chances de Lula absorver o programa de governo do Luciano Huck, pelas características das alianças com que Lula anda fazendo.
Dá vontade de perguntar: será que não seria melhor Luciano Huck retomar a ideia de ser presidente e entregar o seu recém-estreado programa de TV ao Lula, criando assim, o Domingão do Lulão? Vendo a atitude do líder petista, dá para perceber que o programa de governo a ser adotado não será muito diferente entre os dois. Assim como a capacidade de liderar massas cegamente apaixonadas.
Para os seguidores deslumbrados de Lula, essa atitude meio estagnada, resultante do otimismo imprudente, não importa. Como se apenas o fato de Lula sentar na cadeira presidencial pudesse em si transformar o Brasil para melhor.
O excessivo otimismo dos lulistas é realmente algo típico de plateias de auditório de programa de televisão. Nada pode se exigir de um animador de plateias do que simplesmente animar. E o Lula animador veio para animar, dar alegria e reforçar o otimismo. Mas isso não corresponde a funções de um presidente da República.
Infelizmente, Lula topou esse papel de animador e está levando isso muito a sério. Mas os desafios como presidente, se ele ainda quer se prestar a esse papel, serão extremamente duros. Estamos com o país em escombros. Será que o animador topa esse desafio? Complicado...
