Porque todos gostam do PSOL?

 Apesar do PT ser ainda o maior partido de esquerda do Brasil, é nítido o fato de que o PSOL cresce a cada dia em matéria de prestígio e adesão. Um partido frequentemente consultado em suas opiniões, da qual foi filiada a principal mártir dos tempos atuais, Marielle Franco, e que abriga vários ex-integrantes de outros partidos de esquerda, como Luiza Erundina e Brizola Neto. Certamente, o PSOL virou o partido da moda, o partido mais simpático do Brasil.

Tendo como membros gente bonita e que transpira modernidade em suas atitudes, o PSOL é perfeito para usar a publicidade em seu favor, atraindo muitos jovens e pessoas com mentalidade moderna como seguidores. Até mesmo os petistas se renderam ao PSOL, considerando-o seu principal parceiro, embora sejam nítidas as suas diferenças ideológicas.

O que difere o PT do PSOL são duas coisas:
- O PSOL não é um partido trabalhista, por ser formado por integrantes de classe média, maioria de professores universitários bem de vida;
- Por não ser um partido trabalhista, seu foco está nas causas identitárias (drogas, meio ambiente, homossexualidade, defesa isolada de cada etnia, cultura, etc.), se distanciando das raízes do Socialismo mundial, que sempre focaram em causas trabalhistas.

Mesmo com o PT liderando as esquerdas brasileiras, na personalidade do ex-presidente Lula, o PSOL já é uma influência ideológica forte até mesmo para os petistas, que resolveram também  engavetar as causas trabalhistas e focar nas causa identitárias, esta transformada em prioridade para as esquerdas brasileiras. A ponto de esquerdistas sempre reclamarem quando são criticados por esta priorização.

O desprezo pelas causas trabalhistas tem muito a ver com o fato dos esquerdistas, sobretudo os integrantes do PSOL serem pessoas relativamente ricas, com boa qualidade de vida. Sem sentir na pele o que é não ter dinheiro para as necessidades mais básicas, preferem defender outras causas que, embora sejam importantes, não tem o caráter de urgência da necessidade de se ganhar um salário digno.

Mas o pessoal não liga, pois quem apoia o PSOL também é gente bem de vida, com a garantia de ver dinheiro entrando na conta, corretamente e com valores satisfatórios, todos os meses, rigorosamente. A classe trabalhadora, embora seja bajulada por psolistas, é desprezada em sua luta, ouvindo muitos discursos, muito papo e nenhuma ação.

Isso tudo acontece porque quem está bem de vida não vai ficar perdendo o curtíssimo tempo de sua curta existência para lutar por uma causa que não é a sua. Casar, ter filhos, ir a barzinhos e a jogos de futebol fazem parte da rotina dos membros do PSOL. Tempos bem valiosos para se perder lutando por trabalhadores que não tiveram a sorte de ter a qualidade de vida de integrantes da classe média.

E porque todos gostam do PSOL, frequentemente tratado como um partido "revolucionário", mesmo sendo o mais conservador dos partidos de esquerda, sem vontade alguma de mexer no sistema, sendo o partido de esquerda que a direita moderada gosta?

O caráter festivo, membros com cara de gente transada, bonita, de classe média alta, que pode viajar para o exterior quando quiser, que sabe falar, que defende as ondas do momento, que foi o partido da mais amada mártir da esquerda brasileira, Marielle Franco, que tem o galã Marcelo Freixo como uma espécie de negociador com a direita moderada. Enfim um partido bonito, atraente!

Isso é favorecido pelo pouco nível intelectual do povo brasileiro, tido como o terceiro mais burro do planeta. É ingenuidade acreditar que a parte esquerdista do povo que segue estes partidos sejam inteligentes, pois nos fóruns de esquerda há um verdadeiro desfiles de asneiras não muito diferentes do que se vê nos fóruns mais retrógrados da extrema-direita. Coisas típicas de terraplanistas!

O PSOL se aproveita desta burrice para empurrar causas que deveriam ser secundárias e largar as classes trabalhistas que tem que se virar sozinhas, já que nem sindicatos eles podem ter. Enquanto isso, os psolistas seguem alegremente, ganhando muito dinheiro em lives, se aproveitando da crise atual para faturar uns trocados e quem sabe, deixar de ser pequena burguesia para virar média burguesia (ou grande até?).

Vamos lutar por causas identitárias, enquanto muita gente morre de fome sem ter direito a um emprego digno? Já que o mercado de trabalho faz muitas e gigantescas exigências em troca de uns trocadinhos, de valor menor que uma mesada de adolescente de classe média, impossíveis de serem atendidas por quem já conhece a miséria em sua rotina cotidiana.

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