Revogar a reforma trabalhista deveria ser a prioridade das prioridades para as esquerdas brasileiras

As esquerdas brasileiras vivem bajulando Karl Marx, Lenin, Trotski e os primeiros socialistas. Mas se esquecem com periódica frequência que as causas trabalhistas foram a razão fundadora do pensamento de esquerda em todo o mundo.

Hoje, as esquerdas brasileiras inventaram outras causas para lutar, jogando as causas trabalhistas para dentro da gaveta porque muitas personalidades de esquerda estão tendo um nível de padrão de vida bastante satisfatório, que transforma a luta por melhores salários em uma causa alheia, que nada tem a ver com estas lideranças e portanto, uma luta que não precisa ser começada.

Praticamente não se fala mais na reforma trabalhista de Temer, que fundou o pseudo-empreendedorismo, na verdade uma auto-escravidão, onde a pessoa, por conta própria, luta para poder ganhar a maior quantia possível de dinheiro trabalhando mais, sem salário fixo e sem direitos. 

Uma vida sem dignidade que impede a pessoa de fazer planos e limita até mesmo a compra de produtos necessários a vida, incluindo a moradia que, apesar de ser um direito mais básico, junto com a alimentação, tem um valor de aquisição estratosférico, inimaginável na vida de quem ganha no máximo um salário mínimo.

As esquerdas inclusive não param de lançar causas e um monte de atos para lutar, como se todos fossem cortinas de fumaça para que nada seja feito contra a reforma trabalhista. Apesar de se auto-declararem opositores da meritocracia, o lema das esquerdas é "se quiser emprego e salário, se vire!".

Triste ver as esquerdas desprezando uma causa que é tão sua, pois o esquerdismo nasceu das causas trabalhistas e por elas que devemos lutar. O resto é consequência de salários bem distribuídos, rotina de trabalho que respeite a qualidade de vida, moradia mais barata e o fim das desigualdades. Vamos aprender a estabelecer prioridades!

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