Os mitos positivos conservados pelas esquerdas, que condenam os mitos negativos
Não devemos nunca nos esquecer que as esquerdas brasileiras são portadoras dos defeitos tradicionais dos brasileiros, o otimismo, a credulidade, a falta de prudência e uma certa limitação no intelecto (que se não é ausente, evita maiores ousadias), a crença em estereótipos e o espírito de manada (que faz com que uma pessoa tenha gostos, ideias e costumes de acordo com a maioria).
Antes de serem esquerdistas, os esquerdistas brasileiros são, antes de tudo, brasileiros. Apesar de serem melhores em intelecto e altruísmo do que os direitistas, os esquerdistas brasileiros são um desastre, mesmo em escala inferior que a direita, mas ainda uma escala bem alta.
Fica complicado para as esquerdas brasileiras, que se acham perfeitas (crença em estereótipos: "somos todos Karl Marx") entender que elas são também meio burras e agem como um gado de espécie diferente do gado da direita, mas tão submisso ao seu próprio vaqueiro (seria o Lula? O Freixo? Seria a mídia alternativa?) e cheio de ideias estranhas dentro da cachola.
Para os que tem a memória fraca, é bom lembrar que grande parte dos esquerdistas foi educado pela grande mídia. Mesmos divorciados destas, os esquerdistas não esquecem o que aprenderam com elas, já que os grupos sociais em que se inserem absorveram muitos dos mitos e dogmas ditados pelos meios de comunicação pré-internet.
Por muitos anos, vários mitos da grande mídia foram incorporados à mentalidade do brasileiro, de forma tão forte a ponto de eliminar praticamente os traços mais nítidos de regionalidade. Mesmo que a diferença cultural entre as religiões brasileiras ainda exista, ela é caracterizada apenas nos pequenos detalhes. No geral, na maioria das características mais visíveis os brasileiros são todos iguais.
Mas para as esquerdas, isso não importa. Elas se conformam com o fato dos traços regionais terem se limitado a detalhes pouco nítidos. A uniformidade do povo brasileiro soa para as esquerdas como um consenso e como um senso de coletividade que existe nos gostos e costumes embora não exista em direitos. Somos um povo que pensa igual mas se beneficia de forma diferente. Não deveria ser o contrário?
O pensamento único proposto pelos esquerdistas (quem disse que eles querem a acabar com o pensamento único? Eles não querem "aquele" pensamento único, mas querem lançar o seu) tem os seus dogmas próprios, com base nos mitos positivos difundidos e consagrados pela grande mídia. Listo alguns cinco pontos, que aparecem com maior frequência:
- Futebol como orgulho nacional e dever cívico;
- Religiosidade como uma necessidade humana indispensável;
- Cerveja como agregador social e fonte de alegria e simpatia;
- Crença de que o hitmaker Michael Jackson representa a pureza artística e cultural;
- Valorização da instituição casamento e formação de família, esnobando o amor livre do hipismo.
Há mais mitos, mas estes são os que mais aparecem frequentemente nos comentários de esquerda. Todos esses e outros mitos são facilmente questionáveis, mas tratados de forma absoluta pela maior parte dos esquerdistas brasileiros, conservadores enrustidos que sonham com um mundo capitalista estabilizado e que pudesse incluir as classes oprimidas sem precisar mudar as suas regras.
Acreditar em mitos positivos sem questioná-los, faz parte do conservadorismo. Mesmo que se empenhem em combater mitos negativos, as esquerdas fazem questão de conservar os mitos positivos, se esquecendo que eles tem um certo nível de nocividade, pois nada que não é verdadeiro é inócuo. Há problemas em se acreditar em doces mentiras.
