Para as esquerdas: entretenimento, não! Cultura e arte!

Para satisfazer interesses de fãs, produtores a às vezes dos próprios criadores, é necessário turbinar uma determinada tendência através de rótulos pomposos que tentar passar uma falsa melhoria de qualidades apenas com a utilização de palavras como forma de promoção.

Para as esquerdas, toda forma de entretenimento é chamada de arte ou cultura. Por menos importância que tenha, tudo é considerado cultura ou arte, como se o simples ato de pular em uma brincadeira, trouxesse algum tipo de ensinamento, algo que pudesse mudar a sociedade para melhor.

É um erro das esquerdas, pois do contrário que elas pensam, a arte e a cultura já acabaram há tempos, com a mercantilização e a indústria do entretenimento. Quase ninguém faz música, cinema ou algum outro tipo de manifestação dita "artística" pela necessidade de transmitir algum tipo de lição ou recado. 

A chamada "arte" tem sido uma maneira de ganhar muito dinheiro com o menos esforço possível. Por mais cansativo seja o fato de fazer muitos shows e divulgações, não é tão cansativo quanto o trabalho de um pedreiro na construção de um prédio, por exemplo. Dançar e cantar oferecem o prazer ausente em um emprego mais duro, o que compensa o cansaço físico.

Mas parece que para as esquerdas, a indústria do entretenimento ou não existe ou ela é benéfica, dando mais recursos para que a manifestação digamos "artística" possa ser "mais espontânea" (?!). Espontânea? 

Se um produtor cria, por interesses pessoais, um grupo de jovens cantantes, totalmente submissos ao produtor, é porque esses jovens estão sendo espontâneos? O trabalho deles é natural? É algo que sai da alma deles, mesmo que eles não tenham composto uma só linha de sua música? Uma armação musical ou uma comédia tosca tem alguma função de educar a sociedade?

Para as esquerdas, aviso o contrário. É muito mais fácil dizer que não existe mais arte e cultura. Tudo não passa de puro entretenimento, para divertir as massas e para enriquecer seus difusores. É infantil achar que qualquer brincadeirinha besta possa trazer algo de relevante para o desenvolvimento intelectual da humanidade. 

Tudo é feito meramente para se passar o tempo ócio com alguma atividade que possa gerar algum tipo de distração. Tentar aumentar a sua importância, forjando uma missão educativa, através de rótulos pomposos como "arte" e "cultura" não irá por si só melhorar a qualidade e a função daquilo criado só para distrair as pessoas nos momentos de ócio. 

Aquilo que foi criado para divertir, foi criado APENAS para divertir. Forjar intelectualismo em uma bobagem feita para dançar é uma tolice que em nada tem sido útil para tornar a sociedade mais conscientizada e mais preparada para lutar pelos seus direitos.

Para nós aqui, a cultura e a arte morreram no início dos anos 70. Tudo que tem sido feito após isso, é para ganhar dinheiro e para entreter ociosos. As esquerdas tem que parar de olhar para pedaços de carvão queimado e achar que isso é ouro. 

Entretenimento é a palavra a ser usada e diversão a sua lei máxima. Deixemos o intelectualismo para os ambientes mais adequados, como universidades, museus e bibliotecas. Pois não é chamando futilidades lúdicas de "arte" e "cultura" que vamos melhorar a sua qualidade.

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